Suprema Corte dos EUA rejeita plano da Virgínia para favorecer democratas em mapas eleitorais

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Suprema Corte dos EUA barra tentativa da Virgínia de reverter mapa congressional pró-democrata

A Suprema Corte dos Estados Unidos negou, nesta sexta-feira (data do ocorrido), o pedido da Virgínia para restabelecer um mapa congressional que poderia beneficiar os democratas, oferecendo a eles a chance de conquistar quatro assentos adicionais na Câmara dos Representantes. A decisão, divulgada sem objeções notadas, representa o mais recente desenvolvimento na contínua disputa nacional pelo redistritamento, iniciada no ano passado por Donald Trump.

O contexto da decisão envolve uma decisão anterior da Suprema Corte da Virgínia, que havia anulado uma emenda constitucional aprovada pelos eleitores no mês anterior. O tribunal estadual argumentou que o legislativo estadual, sob controle democrata, iniciou o processo de inclusão da emenda na cédula de forma inadequada, após o início da votação antecipada na eleição geral do outono passado.

Geralmente, a Suprema Corte federal não intervém em processos estaduais, a menos que envolvam questões de lei federal. Os democratas da Virgínia esperavam convencer os juízes de que a corte estadual interpretou mal a lei federal e precedentes da Suprema Corte, que sustentam que uma eleição só ocorre no dia oficial, mesmo com votação antecipada em andamento.

A emenda da Virgínia visava responder aos ganhos republicanos em estados como Texas, Missouri, Carolina do Norte e Ohio, além de neutralizar um novo mapa eleitoral na Flórida. Sua aprovação chegou a equilibrar temporariamente a disputa pelo redistritamento em nível nacional, um cenário desfeito pela decisão da corte estadual.

Em dias recentes, a Suprema Corte já havia se posicionado a favor de republicanos no Alabama e Louisiana, que buscavam refazer seus mapas congressionais para obter mais assentos favoráveis ao partido, após uma decisão anterior que enfraqueceu significativamente o Voting Rights Act.

A rejeição do pedido da Virgínia, enquanto as iniciativas republicanas no Alabama e Louisiana foram aceitas, pode ser utilizada pelos democratas em sua comunicação eleitoral, como um argumento sobre um possível partidarismo na Suprema Corte. A equipe jurídica dos líderes legislativos democratas e do estado argumentou que o tempo era curto, mas ainda não insuficiente para uma intervenção da Suprema Corte.

Um dia antes da decisão, o gabinete da governadora democrata Abigail Spanberger já havia confirmado que as eleições deste ano na Virgínia ocorreriam com os distritos atuais, definidos em 2021. Anteriormente, o Comissário de Eleições da Virgínia, Steve Koski, havia indicado que uma ordem judicial era necessária até a terça-feira anterior para definir as linhas distritais para as primárias de 4 de agosto.

O presidente do Partido Republicano da Virgínia, Jeff Ryer, considerou a decisão acertada. “Sabiamente, a Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou o julgamento da Suprema Corte da Virgínia”, declarou Ryer. “Isso deve, de uma vez por todas, encerrar o esforço democrata para desqualificar metade da Virgínia.”

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