Estátua colossal de faraó egípcio associado às pragas bíblicas é desenterrada

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Descoberta no Egito revela estátua monumental de Ramsés II, faraó associado a pragas bíblicas

Uma missão arqueológica no Egito desenterrou uma estátua de grandes proporções que pesquisadores apontam como sendo do faraó Ramsés II. Ele é um dos mais célebres governantes da história egípcia e, em interpretações populares, associado ao faraó do livro bíblico de Êxodo. A descoberta ocorreu em Tel Faraoun, na província de Sharqia, conforme comunicado do Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito e do Conselho Supremo de Antiguidades.

Apesar de a parte inferior da escultura não ter sido encontrada, as estimativas iniciais indicam que a peça tenha entre 5 e 6 toneladas e cerca de 2,1 metros de altura. Autoridades egípcias ressaltam que, mesmo em estado precário, a estátua exibe características artísticas e históricas de grande relevância.

Segundo Hisham Lithi, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, a descoberta fornece evidências significativas sobre as atividades religiosas e reais no Delta oriental do Egito. Ele também mencionou que o achado corrobora a hipótese de que estátuas reais eram comumente transportadas entre diferentes regiões do país.

Mohamed Abdel-Badii, responsável pelo setor arqueológico egípcio do conselho, indicou que estudos preliminares sugerem que a estátua não foi originalmente criada em Tel Faraoun. Acredita-se que ela tenha sido produzida em Pi-Ramesses, cidade fundada por Ramsés II, e posteriormente levada para reutilização em um complexo religioso.

A peça foi removida do local e encaminhada para o depósito do museu de San El-Hajar, onde passará por processos de restauração e preservação. Ramsés II reinou entre 1303 a.C. e 1213 a.C.

A associação popular de Ramsés II com o faraó que confrontou Moisés ganhou destaque em produções cinematográficas. Contudo, o texto bíblico não especifica nominalmente o governante. Pesquisadores e intérpretes bíblicos divergem sobre a identidade do faraó do período descrito em Êxodo, com algumas teorias apontando Amenófis II como um possível candidato, embora não haja consenso histórico.

Descoberta paralela de complexo monástico cristão

Em paralelo, arqueólogos anunciaram recentemente a identificação de um complexo monástico cristão com aproximadamente 1.500 anos no Delta do Nilo, em Al-Qalāyā, província de Beheira. A estrutura inclui um edifício do século V que teria funcionado como centro de recepção para peregrinos e religiosos, com 13 cômodos dedicados a diversas funções, como celas monásticas, áreas de hospedagem, cozinha e espaços de ensino.

Arqueólogos também encontraram um grande salão adornado com bancos de pedra e motivos botânicos, possivelmente usado para receber visitantes e líderes religiosos. Hisham Lithi destacou que Al-Qalāyā é considerado o segundo maior centro monástico conhecido na história do cristianismo, auxiliando na compreensão da evolução da arquitetura monástica.

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