Presidente Trump aponta fim do conflito com o Irã em poucas semanas e descarta ameaças iranianas
O presidente dos Estados Unidos sinalizou, nesta terça-feira, que o conflito com o Irã pode estar próximo de um desfecho. Donald Trump estabeleceu um prazo de, possivelmente, duas semanas, ou poucos dias adicionais, para a conclusão do que ele chama de fase final da operação, com o objetivo de desmantelar todas as capacidades iranianas remanescentes. Em declarações, o presidente ponderou sobre a possibilidade de um acordo ser alcançado antes desse período.
Trump também minimizou as preocupações sobre as capacidades nucleares que o Irã ainda possuiria, afirmando que qualquer material restante estaria oculto e fora de alcance. Ele acrescentou que seriam necessários 15 a 20 anos para que o Irã reconstruísse o que foi destruído. O presidente tem previsão de se dirigir à nação nesta quarta-feira para apresentar atualizações sobre a situação da guerra.
Em resposta às ações americanas, o Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) emitiu advertências a grandes corporações internacionais como Apple e Microsoft. O IRGC as acusou de apoiarem operações dos EUA e de Israel, declarando-as como “alvos legítimos”. Trump, por sua vez, desconsiderou rapidamente essa ameaça, questionando a capacidade iraniana de impor retaliações.
O presidente também expressou frustração em relação a aliados tradicionais, incluindo Reino Unido e França, pela falta de maior apoio ao esforço de guerra. Em contrapartida, no Oriente Médio, a guerra parece estar impulsionando novas formações regionais. O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mencionou o surgimento de novas alianças regionais em um discurso pré-Páscoa.
“Não apenas fortalecemos a aliança com os EUA, mas também estamos criando novas alianças com países importantes na região contra a ameaça iraniana comum. Espero que, em breve, cidadãos de Israel, eu possa lhes contar mais sobre essas alianças vitais”, declarou Netanyahu.
Enquanto isso, o conflito prossegue em múltiplas frentes. Os Houthis, apoiados pelo Irã, lançaram mísseis do sul do Iêmen, e o Hezbollah mantém seus ataques a partir do norte. O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o objetivo é alterar permanentemente as barreiras de segurança no Líbano.
“Estamos determinados a separar o Líbano da arena iraniana, a arrancar os dentes da serpente e remover do Hezbollah sua capacidade de ameaçar, e mudar de uma vez por todas a situação no Líbano com uma presença de segurança da IDF nos locais necessários, com fiscalização rigorosa e dissuasão absoluta. Assim como na Síria e em Gaza, também no Líbano”, insistiu Katz.
O conflito também se estende além do campo de batalha. Um vídeo de vigilância registrou o momento do sequestro de uma jornalista americana, identificada como freelancer Shelly Kittleson, em Bagdá. Forças iraquianas estão em busca de seus captores, com oficiais dos EUA atribuindo o incidente a uma milícia apoiada pelo Irã.
Outro vídeo mostra um fragmento de míssil iraniano atingindo a Cidade Velha de Jerusalém há quase duas semanas, destacando as ameaças que alteraram dramaticamente as celebrações de Páscoa e Pessach na cidade. Por questões de segurança, o Comando da Frente Interna de Israel limitou eventos a 50 participantes, com restrições ainda mais severas na ausência de abrigos. Locais como a Igreja do Santo Sepulcro e o Muro das Lamentações permanecerão fechados ao público.
O diretor do Jardim do Túmulo, Simon Holland, comentou a situação em relação às celebrações religiosas. “É uma tristeza tão grande porque normalmente é tão vivo, tão vibrante, tão cheio de alegria. Por isso, sentiremos falta disso, especialmente este ano”, disse Holland ao CBN News. A tradicional transmissão ao vivo do serviço de Páscoa no Jardim do Túmulo não ocorrerá, sendo substituída por uma gravação a ser exibida no domingo, sem público.
