Primeira-dama Janja critica Nikolas Ferreira por vídeo sobre PL da misoginia; deputado rebate com alegações de controle e uso eleitoral
A primeira-dama Rosângula da Silva, conhecida como Janja, dirigiu críticas ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após a divulgação de um vídeo pelo parlamentar. No vídeo, Ferreira comentou o projeto de lei que visa tipificar o crime de misoginia, proposta que já foi aprovada pelo Senado e aguarda análise na Câmara dos Deputados.
Segundo Janja, o deputado teria disseminado informações falsas a respeito do texto legislativo, associando o conteúdo publicado à violência contra as mulheres. “Eu quero dizer que enquanto você, deputado, se preocupava em produzir um vídeo cheio de mentiras e protegendo aqueles homens que vão pra internet disseminar discurso de ódio, uma mulher era assassinada”, declarou a primeira-dama.
Ela reforçou seu compromisso com a defesa da proposta, condenando o que chamou de discurso de ódio nas redes sociais. “Nós mulheres não vamos desistir. Nem eu, deputado, não se preocupe. Eu vou estar sempre ao lado das mulheres nessa luta contra esse discurso de ódio. Eu não vou desistir.”
Em resposta direta, Nikolas Ferreira publicou um vídeo onde afirmou que as críticas de Janja apenas reforçam sua posição contrária ao projeto. Para o deputado, a proposta tem como objetivo controlar opiniões e estabelecer limites para a expressão nas redes sociais.
“Obrigado, Janja, por mostrar que agora eu tenho mais do que certeza de que eu estou no caminho certo”, disse o deputado.
Ferreira sustentou ainda que o projeto de lei em questão não trata de violência doméstica, agressão ou morte de mulheres. “Até mesmo porque as pessoas compreenderam que esse projeto não tem nada a ver com violência doméstica, agressão contra a mulher ou até mesmo morte contra as mulheres”, afirmou.
O deputado também fez menção a governos anteriores do Partido dos Trabalhadores, citando o período de 2003 a 2013, quando Luiz Inácio Lula da Silva, marido de Janja, governou o Brasil. Segundo Nikolas, nesse período os índices de feminicídio já apresentavam crescimento.
“De 2003 a 2013, o governo do PT e o seu marido governou o Brasil. Não fui eu que fui presidente da República, foi o seu”, declarou.
Nikolas Ferreira acusou o governo de utilizar o tema da misoginia com fins eleitorais, prometendo discursos para ganhar eleições sem apresentar ações concretas. Ele reiterou que continuará contestando a proposta.
“É fazer um monte de discurso pra poder ganhar a eleição novamente, enganar as pessoas, mas que na prática não tem ação concreta alguma.”
