Trump prorroga ofensiva contra Irã e diálogo avança; Teerã baixa idade de recrutamento para 12 anos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quinta-feira (data não especificada, mas que permitiu o adiamento para 6 de abril de 2026) a extensão de dez dias no prazo para ataques ao setor de energia do Irã. A decisão visa dar prosseguimento às negociações diplomáticas entre os dois países para o fim do conflito. A informação foi divulgada pelo próprio presidente em suas redes sociais.
Trump declarou que as conversas estão progredindo de forma positiva, apesar de informações contrárias veiculadas pela mídia. Ele descreveu a posição do Irã como de busca por um acordo. “Eles estão implorando para fazer um acordo. Não eu. Eles estão implorando para fazer um acordo”, afirmou o presidente em uma reunião de gabinete na Casa Branca.
O enviado especial do Oriente Médio, Steve Witkoff, confirmou o andamento das negociações. “Posso relatar hoje que apresentamos, juntamente com sua equipe de política externa, uma lista de ações de 15 pontos que formam a base para um acordo de paz“, disse Witkoff, destacando que a proposta foi circulada pelo governo do Paquistão, atuando como mediador, e gerou respostas positivas.
Como parte das negociações, o Irã enviou uma remessa inicial de oito petroleiros, posteriormente ampliada para dez embarcações, segundo Trump. “Eu disse: ‘Bem, acho que estamos lidando com as pessoas certas’. E, na verdade, eles então se desculparam por algo que disseram e disseram: ‘Vamos enviar mais dois barcos’. E acabou sendo 10 barcos”, relatou o presidente.
Contudo, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou sobre a natureza do regime iraniano. “As pessoas que dirigem este país são clérigos xiitas radicais. Esses são fanáticos religiosos”, declarou, citando ataques a embaixadas e hotéis como exemplos. Rubio ressaltou que a posse de armas nucleares por esse regime representaria um risco inaceitável para o mundo.
Em paralelo, a pressão militar é mantida, com o Pentágono considerando o envio de dez mil tropas adicionais para o Oriente Médio, conforme reportado pelo The Wall Street Journal. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou a eliminação do chefe da marinha iraniana, descrevendo-o como responsável pelo fechamento do Estreito de Hormuz e um exemplo da cooperação EUA-Israel.
O Comandante do CENTCOM, Almirante Brad Cooper, confirmou que o comandante iraniano era um terrorista global especialmente designado. Ele também exortou membros da Guarda Revolucionária Iraniana a abandonarem seus postos para evitar mais riscos. Em um sinal de desespero, o regime de Teerã lançou uma campanha para recrutar um milhão de combatentes, baixando a idade de recrutamento para 12 anos.
