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sexta-feira, 20 março 2026

Filho de pastor cubano é preso após protestos por comida e energia

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Adolescente de 16 anos detido em Cuba é alvo de preocupação internacional após protestos

Um pastor evangélico cubano, Elier Muir Ávila, e seu filho, Jonathan Muir Burgos, de 16 anos, foram detidos em 16 de março, em Morón, Cuba, após protestos que eclodiram na noite de 13 de março e se estenderam pelo dia seguinte. As manifestações foram motivadas por uma semana de apagões e escassez de suprimentos médicos e alimentícios, levando manifestantes a saquear e incendiar a sede do Partido Comunista local. O pastor já foi liberado, mas seu filho permanece detido no Departamento de Investigações Técnicas (DTI) em Ciego de Ávila.

Autoridades cubanas interrogaram Jonathan Muir Burgos sobre sua participação nos protestos e supostos apelos por liberdade. A família luta pela libertação rápida do adolescente, especialmente devido à sua condição de saúde delicada. A organização Christian Solidarity Worldwide, através de sua Diretora de Advocacy, Anna Lee Stangl, emitiu um comunicado exigindo ação imediata do governo cubano.

“A detenção de uma criança de 16 anos, com uma grave condição médica, simplesmente porque ele tentou exercer sua liberdade de expressão é inadmissível”, declarou Stangl. “Apesar da gravidade da situação na ilha – com fome generalizada, escassez de medicamentos, surtos de doenças e falha da rede elétrica – a resposta do presidente Miguel Canel Díaz e do Partido Comunista Cubano é prender e reunir aqueles que ousam pedir por mudança.”

A prisão de Jonathan Muir Burgos é vista como um reflexo da repressão do governo não apenas contra ativistas pela liberdade, mas também contra a religião. Um relatório da Comissão dos Estados Unidos para a Liberdade Religiosa Internacional aponta que o governo cubano tem mirado filhos de pais envolvidos em atividades religiosas não sancionadas pelo Partido Comunista. A detenção envia uma nova mensagem à família Muir, reforçando advertências anteriores ao pastor.

Em 2024, líderes religiosos e oficiais do governo haviam visitado Elier Muir Ávila para informá-lo de que apenas igrejas e pastores aceitos pelo Partido Comunista existiam e podiam ministrar, declarando que nem ele nem sua igreja estavam autorizados a operar. A família tem enfrentado ameaças e assédio ao longo dos anos, culminando na prisão de seu filho. Apesar disso, a família permanece firme em sua defesa por uma Cuba livre e que acredite no “verdadeiro evangelho”, como descreveu o reverendo cubano Mario Félix Lleonart ao Martí Noticias.

“Um evangelho que ama Cuba e não está em desacordo com a realidade, mas pelo contrário, quer transformá-la, que é o verdadeiro evangelho como nós o entendemos. Um evangelho que liberta de tudo o que oprime e sobrecarrega”, afirmou Lleonart.

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