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sábado, 7 março 2026

Pastor Sul-Coreano Libertado Após Prisão Controversa, Agradece Intervenção dos EUA e Fé em Meio a Tensão Religiosa

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Pastor sul-coreano Hyun-bo Son retorna à rotina após prisão controversa e atribui liberdade à intervenção divina e americana

A Coreia do Sul viu o Pastor Hyun-bo Son ser liberado sob liberdade condicional, encerrando quase cinco meses de encarceramento. Sua detenção, ocorrida em setembro, marcou o primeiro caso em 78 anos de um pastor preso por expressar opiniões contrárias ao governo. A situação gerou debates sobre a erosão da liberdade religiosa no país, segundo informações do CBN News. O pastor já retomou suas atividades na Segero Church, saudando novos fiéis e conduzindo orações.

Durante o culto dominical, após um momento musical vibrante, o Pastor Son promoveu uma sessão de perguntas e respostas com a congregação. Crianças e adolescentes discutiram o tema da separação entre igreja e estado, com um jovem explicando que a ausência dessa divisão permitiria ao governo interferir na liberdade de culto.

A prisão do pastor ocorreu após ele entrevistar um candidato a superintendente escolar que defendia princípios bíblicos, em detrimento do candidato apoiado pelo governo, que promovia políticas LGBTQ+ no currículo escolar. Son explicou que sua ação visava defender a liberdade religiosa, que ele acredita estar sob pressão com o atual governo.

“Quando o governo de esquerda chegou ao poder, a liberdade de religião está sendo suprimida”, declarou o Pastor Son. Ele também alertou sobre uma proposta de emenda ao código civil que permitiria ao governo o poder de dissolver igrejas e revogar licenças, além de realizar investigações sem mandado e transferir propriedades e bens eclesiásticos para o Estado.

Lee Jong-Wook, um congressista de Busan, classificou o episódio como uma possível perseguição religiosa. “Acredito que a igreja é um lugar de consciência e de nossa fé, e por isso não há motivo para o governo interferir no que a igreja pode dizer ou não, e esses direitos precisam ser protegidos”, afirmou Jong-Wook.

Líderes religiosos em toda a Coreia do Sul expressaram preocupação com o caso, que serviu como um alerta sobre as crescentes ameaças à liberdade religiosa. Em uma assembleia recente, manifestaram-se contra o que descrevem como a supressão da liberdade de expressão e da liberdade religiosa por parte do governo. O objetivo do encontro foi defender o direito de viver e falar a verdade bíblica sem o temor de punições governamentais.

“O Republic of Korea é uma nação livre. Graças aos sacrifícios de nossos antepassados e dos americanos que lutaram na Guerra da Coreia, e dos missionários. Mas com um novo governo de esquerda, há preocupações de que nossos filhos possam ser influenciados por ideologias que contradizem os valores bíblicos e que podem se espalhar pelo mundo.”

O Pastor Son encorajou outros líderes religiosos a não temerem a prisão por defenderem o Reino de Deus, afirmando sua própria disposição em enfrentar futuras consequências. Durante seu período na prisão, ele relatou ter evangelizado 85 detentos e escrito um livro em apenas três dias, descrevendo as celas como se fossem santuários aos domingos, com todos os reclusos adorando a Deus.

Um desenvolvimento notável ocorreu quando os filhos do pastor foram convidados a Washington dias antes de sua sentença. Chance Son, um de seus filhos, relatou ter sido recebido na Casa Branca e apresentado o caso de seu pai a equipes do Departamento de Estado. Posteriormente, o Primeiro-Ministro da Coreia do Sul visitou o Vice-Presidente dos EUA, e o caso do Pastor Son foi mencionado na reunião, um evento histórico após 41 anos sem uma visita semelhante.

A presença de representantes do Consulado dos EUA na Coreia do Sul na audiência do pastor pode ter exercido pressão sobre a decisão judicial. Ao ser questionado sobre não olhar para a família durante os julgamentos, o Pastor Son explicou que ver seus netos teria enfraquecido sua determinação em lutar pela causa.

O pastor expressou gratidão pela cobertura da mídia, como a do CBN News, e apelou para que cristãos na Coreia do Sul, nos Estados Unidos e ao redor do mundo se unam na luta pela liberdade, para que possam continuar a iluminar essas questões.

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