Chamado islâmico para oração amplificado em Nova York gera controvérsia entre moradores e defensores de direitos religiosos
O chamado islâmico para oração, conhecido como Adhan, tem sido transmitido por alto-falantes em Nova York, especialmente durante o período do Ramadã, iniciando em 17 de fevereiro. A prática tem gerado reclamações de residentes que a consideram uma perturbação, enquanto muçulmanos a defendem como um direito à liberdade religiosa e expressão cultural garantido pela Primeira Emenda. A fonte relata que muitos nova-iorquinos estão se manifestando contra essas transmissões amplificadas.
Um ex-muçulmano que se converteu ao cristianismo, Danny Burmawi, autor de “Islam, Israel, and the West”, argumenta que a transmissão do Adhan em 2026 não é mais necessária como um alerta para as orações, especialmente com o uso de alarmes e celulares. Segundo Burmawi, a prática atual serve mais como uma ferramenta para projetar dominância política do que para cumprir um dever religioso.
“Tem nada a ver com liberdade de religião. É projetando dominância”, insistiu Danny Burmawi.
Burmawi explicou que, nos primórdios do Islã, o chamado era crucial para reunir os fiéis nas mesquitas na ausência de meios modernos de comunicação. Ele acredita que o que hoje é chamado de “chamado para oração” por alguns é, na verdade, uma “declaração militante” e um sinal político de ocupação do espaço público.
Ele compara a prática a um possível cenário onde comunistas transmitissem mensagens políticas por alto-falantes, o que não seria permitido em bairros de Nova York. Burmawi sustenta que o Islã não é estritamente uma religião, mas sim uma ideologia política com aspectos religiosos, e que a transmissão do Adhan afeta tanto muçulmanos quanto não muçulmanos.
A questão levanta um debate sobre como equilibrar os direitos religiosos de minorias com a necessidade de paz e tranquilidade nas comunidades. Burmawi sugere que uma mudança na percepção do Islã, de ser categorizado exclusivamente como religião, poderia ser um passo, mas reconhece que, enquanto for visto apenas como tal, os residentes podem ter poucas ações legais.
A fonte também menciona a figura do novo prefeito de Nova York, descrito como muçulmano e socialista democrata declarado, indicando que sua lealdade ao Islã pode influenciar a normalização de práticas religiosas no espaço público.
A fonte original é a CBN News.


