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sábado, 21 fevereiro 2026

Pastor Silas Malafaia completa seis meses de ‘perseguição política e religiosa’ e critica ministro Alexandre de Moraes

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Pastor Silas Malafaia denuncia seis meses de “perseguição política e religiosa” determinada por Alexandre de Moraes

O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, usou suas redes sociais nesta sexta-feira (20) para marcar o período de seis meses desde que foi submetido a medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em um vídeo divulgado em meio a crescentes críticas à atuação do ministro na imprensa, Malafaia classificou a situação como uma “perseguição política e religiosa”.

Em 20 de agosto de 2025, ao desembarcar de um voo internacional no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, Malafaia foi abordado pela Polícia Federal. Os agentes cumpriram uma determinação do ministro Moraes, que resultou na apreensão de seu passaporte, cadernos teológicos e aparelho celular. Na ocasião, o pastor também foi impedido de manter contato com outros investigados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro.

Malafaia rebateu as justificativas para a retenção de seu documento, declarando em vídeo que não há risco de fuga. “Uma coisa eu não sou covarde, medroso e fujão”, afirmou, repetindo um argumento já apresentado anteriormente quando solicitou publicamente a devolução de seu passaporte.

O pastor também manifestou descontentamento com a condução do inquérito das fake news, iniciado em 2019 e sob relatoria de Moraes. Este inquérito investiga supostas articulações destinadas a coagir autoridades e pressionar o STF. Para Malafaia, a continuidade da investigação por tempo indeterminado, que segundo ele “transforma opinião em crime”, é um ponto central de sua crítica.

Malafaia figura em uma apuração que também abrange Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo. A Procuradoria-Geral da República aponta que o pastor teria orientado ações de coação e obstrução de investigações, inclusive utilizando ameaças de sanções internacionais como forma de pressão. A decisão de Moraes indicou “fortes indícios de participação de Silas Malafaia na empreitada criminosa”.

Como desdobramento do inquérito das fake news, que foi aberto de ofício em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, o caso tem gerado debates sobre a atuação do magistrado. Juristas criticam a acumulação de funções de vítima e investigador pelo relator, apontando suposta incompatibilidade com o sistema acusatório.

Ao final de seu pronunciamento em vídeo, Silas Malafaia convocou seus apoiadores para uma manifestação marcada para o dia 1º de março, às 14h, na Avenida Paulista, em São Paulo. Durante o chamado, ele direcionou novas críticas ao ministro, declarando “Ditador Alexandre Moraes, sua hora vai chegar. Ou pela justiça dos homens, ou pela justiça de Deus”.

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