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quinta-feira, 19 fevereiro 2026

Michelle Bolsonaro repudia desfile pró-Lula no carnaval, chamando ala de ‘escárnio que expõe a fé cristã’ e gerando debate nacional

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Michelle Bolsonaro reage com veemência a desfile pró-presidente Lula no carnaval do Rio, classificando ala como ‘escárnio à fé cristã’

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expressou publicamente seu descontentamento com a apresentação da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o carnaval na Marquês de Sapucaí. Utilizando suas redes sociais na segunda-feira, 16 de janeiro, ela condenou a ala intitulada ‘Neoconservadores em Conserva’.

Michelle Bolsonaro classificou a fantasia como um ‘escárnio que expõe a fé cristã’, conforme publicado em sua rede social. A ala em questão apresentava integrantes vestidos com trajes que remetiam a latas, contendo a imagem de um casal heterossexual com filhos e a inscrição ‘Família em Conserva’. A sinopse da escola de samba indicava que a alegoria representava a ‘dita família tradicional’ e grupos associados ao neoconservadorismo brasileiro, incluindo evangélicos e defensores da ditadura militar.

A ex-primeira-dama argumentou que o desfile promoveu ‘zombaria e humilhação’ contra os evangélicos. Ela solicitou uma manifestação oficial da Frente Parlamentar Evangélica sobre o ocorrido.

“Dizem que o país é laico, mas laicidade não autoriza zombaria, nem humilhação. O que foi apresentado era conhecido, foi permitido e feriu milhões de brasileiros”, declarou Michelle Bolsonaro.

Repercussão política e críticas de bancada evangélica

A manifestação de Michelle Bolsonaro se alinhou a críticas de outras lideranças conservadoras. O presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), considerou a fantasia ‘inadmissível’ e prometeu tomar ‘medidas cabíveis’. Ele avaliou que o desfile buscou ‘ridicularizar os mais de 70 milhões de cristãos brasileiros’, especialmente por envolver recursos públicos na agremiação.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também se pronunciou, sugerindo que o governo Lula teria aprovado o roteiro da escola de samba, caracterizando um ‘ato de ridicularizar a igreja evangélica em nome da liberdade artística’. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) associou a situação a uma estratégia eleitoral, alertando os evangélicos sobre o episódio antes das próximas eleições.

Defesa do PT e contexto do desfile

Em resposta às críticas, o Partido dos Trabalhadores (PT) emitiu nota defendendo a apresentação como uma ‘manifestação típica da liberdade de expressão artística e cultural’. O partido afirmou que a Acadêmicos de Niterói agiu de forma autônoma, sem configurar propaganda eleitoral antecipada.

A escola de samba estreou no Grupo Especial do Carnaval carioca com o enredo ‘Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil’. O desfile ocorreu no domingo (15) e teve duração de 79 minutos. O presidente Lula esteve presente, acompanhando a apresentação do camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e outros aliados, chegando a descer à pista para cumprimentar integrantes da agremiação.

O desfile também incluiu críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, retratado como o palhaço ‘Bozo’, e referências ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Tentativas de impugnação do enredo e do repasse de recursos públicos à escola foram negadas pela Justiça e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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