Onze cristãos detidos e agredidos em Chiapas após culto negado pela comunidade local
Um incidente de perseguição religiosa ocorreu em Zinacantán, município de Chiapas, no México, em 16 de janeiro de 2026. Onze membros de uma igreja cristã foram agredidos e posteriormente detidos por moradores locais enquanto realizavam um culto ao ar livre. O evento, confirmado pela equipe de pesquisa da Portas Abertas no país, aponta para uma escalada na violência e intimidação contra minorias religiosas na região.
Vinte cristãos estavam reunidos em frente à residência de uma família da igreja quando a comunidade local agiu para impedir o encontro. Um veículo foi usado para bloquear a estrada de acesso ao local, e cascalho foi espalhado na área, visando interromper a atividade religiosa. Acredita-se que a recusa dos cristãos em participar de celebrações religiosas tradicionais da comunidade, poucos dias antes do incidente, tenha sido o gatilho para o ataque.
A Portas Abertas descreveu a situação como um caso de perseguição religiosa, ressaltando as condições coercitivas impostas às vítimas. Os onze cristãos detidos foram liberados no domingo, 18 de janeiro. Contudo, a perseguição na área não é um fenômeno recente, conforme relatado por Norma*, parceira da organização no México.
“Há algum tempo, várias famílias cristãs vêm enfrentando cortes de energia e água, além de bloqueios de estradas para impedir que seus filhos frequentem a escola. Essas ações têm o objetivo de forçá-los a abandonar sua fé”
A declaração de Norma indica uma estratégia de assédio contínuo para pressionar os cristãos a renunciarem à sua fé. A situação tem gerado forte engajamento em oração entre os cristãos locais, conforme compartilhado por Efraín*, um dos perseguidos.
“Antes desse incidente, orávamos pela restauração dos serviços básicos e pelos nossos direitos. Agora, nossas orações se concentram em segurança e em poder viver sem ameaças ou expulsão”
As orações de Efraín refletem a mudança de foco diante da intensificação da perseguição, com a segurança e o direito à permanência no lar tornando-se prioridades urgentes. Os nomes foram alterados para garantir a segurança dos envolvidos.


