MENU

sexta-feira, 13 fevereiro 2026

Pais “suficientemente bons” abandonam a busca por perfeição e curam lares: a ciência e a fé mostram o caminho real

Mais lidas

A busca pela perfeição na parentalidade é um mito prejudicial que gera culpa e esgotamento, segundo especialistas que defendem o modelo do “suficientemente bom” para a saúde familiar.

A constante exposição a imagens idealizadas nas redes sociais tem criado uma pressão insustentável por pais e mães “perfeitos”, o que está adoecendo lares e minando a espontaneidade da criação de filhos. Essa autocobrança excessiva, no entanto, é não apenas impossível de atingir, mas também prejudicial ao equilíbrio emocional de pais e ao desenvolvimento saudável das crianças, conforme apontam análises clínicas e teológicas. Ser um pai ou uma mãe “suficientemente bom” é o caminho que cura e promove a saúde psíquica.

Valceli Leite, psicanalista e teoterapeuta, destaca que a Bíblia não apresenta modelos de famílias impecáveis, mas sim relatos de realidades humanas com conflitos e falhas. Personagens bíblicos como Jacó, Davi e Eli demonstram essa imperfeição, e a graça divina não se destina aos que acertam sempre, mas aos que reconhecem suas limitações e buscam sabedoria em Deus. A tentativa de viver sem a Graça, pautada na busca incessante pela perfeição, leva inevitavelmente ao esgotamento emocional.

Do ponto de vista clínico, o conceito de “mãe suficientemente boa”, introduzido pelo psicanalista Donald Winnicott, oferece uma perspectiva libertadora. A perfeição na criação de filhos, ao invés de educar, pode sufocar o desenvolvimento infantil. Crianças necessitam de pequenas frustrações para amadurecer, entender limites, tolerar a realidade e construir suas próprias ferramentas internas de enfrentamento. Pais que tentam suprir todas as necessidades o tempo todo criam um ambiente ansioso e rígido, impedindo esse processo fundamental. Permitir-se ser humano, presente e amoroso, mas não impecável, cria um ambiente familiar mais saudável e encoraja a criança a aceitar sua própria humanidade.

A teopsicoterapia, por sua vez, enfatiza o valor terapêutico da vulnerabilidade responsável. Contrariando o mito de que pedir perdão aos filhos fragiliza a autoridade parental, essa abordagem demonstra que admitir erros e buscar o perdão fortalece os laços familiares. Ao dizer “Filho, eu errei. Você me perdoa?”, pais ensinam humildade, regulação emocional e a importância da restauração, em vez da perfeição. Essa prática desmonta idealizações e fomenta um ambiente onde o Evangelho é vivido concretamente, fortalecendo o vínculo e a confiança mútua. O que os filhos realmente precisam é de uma pessoa real, presente e disposta a reparar suas falhas.

Aliviar o peso da culpa parental é possível. Para pais que se sentem constantemente devendo e sob pressão insustentável para acertar em tudo, a Teopsicoterapia oferece um caminho. O método auxilia na regulação de expectativas irreais, na integração da fé com a saúde emocional e no desenvolvimento de um estilo parental mais saudável e factível. O foco deve ser em ser “suficientemente bom” e espiritualmente consciente, atendendo às necessidades reais dos filhos.

A fonte original desta matéria é Guiame, com autoria de Valceli Leite, Psicanalista, Teoterapeuta, Pastor e Pós-graduado em diversas áreas, com atendimento presencial e online, além de ser palestrante sobre autoconhecimento.

- Advertisement -spot_img

Mais notícias

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias