Cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno 2026 se torna alvo de polêmica por supostos símbolos satânicos
A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, realizada na sexta-feira (6), gerou intensa repercussão nas redes sociais. Internautas associaram elementos do espetáculo a supostos símbolos satânicos, alimentando debates online sobre as interpretações visuais do evento.
O evento principal ocorreu no Estádio San Siro, em Milão, com apresentações simultâneas em outras três localidades. A polêmica se intensificou no momento final da cerimônia, quando a campeã olímpica italiana Sofia Goggia acendeu a Pira Olímpica. A estrutura, em formato de globo dourado, foi criticada por conter o que usuários descreveram como um pentagrama invertido em seu desenho.
Relatos nas redes sociais também indicaram que, durante a movimentação da esfera dourada, outras formas semelhantes a pentagramas surgiram. Parte do público interpretou a aparência da pira como similar a uma custódia católica, considerando o acendimento da chama um gesto de sacrilégio. Os efeitos visuais posteriores, com fogo, iluminação vermelha intensa e fogos de artifício, reforçaram, segundo críticos, associações com imagens infernais.
A decisão de acender duas piras olímpicas simultaneamente, em Milão e Cortina d’Ampezzo, também foi questionada por alguns internautas, que classificaram a ação como ritualística.
Referências artísticas e explicação oficial para o design da pira
A Pira Olímpica foi concebida pelo diretor criativo italiano Marco Balich, em parceria com a Fincantieri. Construída com alumínio aeronáutico, a estrutura de 4,5 metros de altura é composta por 1.440 componentes.
Documentos oficiais do projeto indicam que o design buscou inspiração na geometria renascentista e nos “nós” entrelaçados encontrados nos cadernos de Leonardo da Vinci. O movimento da esfera objetivava simbolizar unidade e transformação. A cor dourada foi pensada como uma homenagem ao sol, representando vida e renovação.
A cerimônia também incluiu referências visuais à obra “Divina Comédia”, de Dante Alighieri, especificamente aos cantos que descrevem o inferno, um elemento já antecipado pelos organizadores como parte do conceito artístico.
Em resposta às interpretações, o comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 esclareceu que a decisão de acender dois caldeirões simultaneamente teve motivações artísticas e logísticas, negando qualquer conotação religiosa ou ritualística.
— Orthodoxy Above The Clouds (@noetic_healing) February 7, 2026


