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sábado, 14 fevereiro 2026

‘China exporta repressão religiosa para outros países’, alerta ex-embaixador dos EUA

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China exporta repressão religiosa globalmente, alertam autoridades em Washington

A China estaria exportando métodos de repressão religiosa para outras nações, auxiliando regimes autoritários na perseguição a indivíduos de fé. A preocupação foi expressa por autoridades durante uma audiência no Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA, em Washington, logo após a Cúpula Internacional sobre Liberdade Religiosa.

Sam Brownback, ex-embaixador dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, destacou a formação de uma aliança entre países que veem a liberdade religiosa como um obstáculo ao controle ditatorial. Ele descreveu a situação como sem precedentes em sua experiência na área.

“Essa aliança de regimes comunistas, autoritários e totalitários não vai parar por nada para controlar as pessoas de fé. Eles veem as pessoas de fé como uma ameaça”, afirmou Brownback.

O ex-embaixador enfatizou que essa conjuntura exige a análise da liberdade religiosa não apenas como uma questão humanitária ou um direito humano, mas como um fator crucial para a segurança global. A China, além de investir pesadamente na supressão de religiões internamente, desenvolveu e exporta tecnologias avançadas de vigilância.

“A comunidade de fé se tornou alvo dessa aliança obscura que estamos enfrentando, e a China é a grande manipuladora por trás de tudo isso”, declarou Brownback.

Segundo ele, esse equipamento de vigilância, financiado com bilhões de dólares, será utilizado por ditaduras e regimes autoritários em diversos países. Essas nações, que se opõem aos Estados Unidos e ao Ocidente, poderão empregar a tecnologia para consolidar seu poder e desestabilizar lideranças ocidentais.

Brownback mencionou a Nigéria como um país que tem buscado ou recebido apoio da China, Rússia, Turquia e Arábia Saudita. Estima-se que tecnologias de vigilância associadas à repressão religiosa já estejam operando em aproximadamente 80 países.

“Isto é sem precedentes – é realmente sem precedentes, e é uma hora sombria. Os EUA e outras nações amantes da liberdade devem estar à altura deste desafio que enfrentamos hoje”, concluiu o ex-embaixador.

Para Brownback, a promoção da liberdade religiosa constitui uma das estratégias mais eficazes para combater regimes autoritários e as ameaças emergentes à segurança global.

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