Giane Brunetti, missionária da JOCUM em Guiné-Bissau, fez um apelo direto aos cristãos durante o The Send Brasil 2026.
Ela contou como uma estratégia de distribuição de Bíblias tem aberto portas em uma nação majoritariamente muçulmana.
O discurso misturou relatos de impacto, milagres e um desafio para que o Brasil responda ao chamado missionário.
conforme informação divulgada durante o The Send Brasil 2026.
Estratégia e alcance em Guiné-Bissau
A missão liderada por Giane e seu marido, Jefferson Brunetti, adotou um objetivo ambicioso, levar uma Bíblia a cada casa.
Como ela mesma afirmou, “É uma nação muçulmana, São 500 mil casas, 500 mil Bíblias”, e “Em apenas três anos, mais de 60 mil residências já foram alcançadas.”
O projeto usa um aplicativo para documentar onde já houve visita, evitando duplicação do trabalho, e tem priorizado versões na língua materna das etnias locais.
Milagres e testemunhos que acompanham o avanço
Além da distribuição, a missionária relatou sinais acompanhando o avanço do evangelho, e enfatizou que “você não vai ver os sinais de Deus se você não está em movimento”.
Entre os relatos, está o homem da etnia Bijagó que, ao receber a Bíblia em sua língua, começou a chorar, e disse, “Isso é tão bom que eu vou ter que mostrar pra minha mulher, pros meus parentes, eu vou mostrar isso pra todo mundo”.
Outro testemunho descreve um muçulmano que pediu oração por sua mãe, que não andava há três meses, e depois do pedido, ela sentou, ficou em pé e andou.
O apelo ao Brasil e o desafio financeiro
Giane lembrou que “três bilhões ainda não ouviram o Evangelho” ao redor do mundo, e afirmou que o problema não é o campo, mas a falta de obreiros.
Ela afirmou que “Deus fez o Brasil para as nações e as nações para o Brasil. Nós nos parecemos com as nações e elas se parecem conosco”, e exortou famílias a priorizarem a obediência ao chamado.
A missionária criticou o baixo investimento, declarando, “Jesus está nos chamando para ser o maior celeiro missionário do mundo, mas é uma vergonha o que nós contribuímos. Nós damos menos que o valor de uma Coca-Cola, por cristão, para missões transculturais”.
Convocação final, missão e resposta
O cerne da mensagem foi resumido em um apelo, “Não é falta de chamado, é falta de resposta”.
Giane conclamou igrejas, famílias e jovens brasileiros a responderem ao chamado e a partirem, lembrando que, segundo ela, “Deus disse que faria de Guiné o sinal da sua glória. E Guiné-Bissau foi a primeira nação da janela 10/40 completamente alcançada pelo evangelho do Senhor”.
Para os organizadores e missionários ouvidos no evento, a oportunidade para ampliar as missões transculturais é clara, e a resposta do Brasil é apresentada como decisiva para os próximos passos.


