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quinta-feira, 29 janeiro 2026

Cristãos repudiam silêncio sobre massacre no Irã com mais de 36.000 mortos, líderes religiosos classificam como monstruoso e pedem investigação internacional urgente

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O número de mortos nas ondas de repressão no Irã provocou forte reação de líderes cristãos, que recorreram a redes sociais para denunciar o que chamam de silêncio mundial sobre o massacre no Irã.

As estimativas mais altas, divulgadas por veículos que investigaram documentos internos e depoimentos, apontam para mais de 36 mil vítimas, segundo relatórios obtidos por jornalistas.

As informações surgiram em apurações publicadas por Iran International e pela revista Time, e foram referenciadas por líderes religiosos e ativistas nas redes sociais, conforme informação divulgada pelo portal Iran International e pela revista Time.

Apurações e números divulgados

Conforme reportagem do portal Iran International, ligado à oposição, “mais de 36 mil pessoas foram mortas pelo regime aiatolá durante o auge dos protestos no início deste mês”, com base em “documentos confidenciais, relatórios de campo e relatos de profissionais de saúde, testemunhas e familiares das vítimas”.

A publicação afirmou que esses dados tornam os assassinatos “o massacre mais sangrento de civis durante protestos de rua, em um intervalo de dois dias, na história”. O Iran International também afirmou ter obtido relatórios compilados pelo IRGC que apontavam números superiores, incluindo um com “mais de 36,5 mil” mortos.

A revista Time, por sua vez, publicou que “o número de mortos pode ultrapassar 30 mil”, citando dois altos funcionários não identificados do Ministério da Saúde iraniano, e ressaltou que não conseguiu verificar os dados de forma independente, mas que a estimativa está alinhada com relatos de médicos e socorristas.

Relatos de execuções e atuação das forças de segurança

As apurações apontam que a maior parte das mortes foi cometida pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, IRGC, e pela milícia Basij, e que também foram usados combatentes proxies vindos do Iraque e da Síria.

O Iran International afirmou ainda ter recebido provas, incluindo fotografias, de que algumas pessoas foram executadas pelas forças de segurança enquanto recebiam tratamento em hospitais. Fontes anônimas do Ministério do Interior relataram que dados dos conselhos provinciais de segurança, compilados em 20 de janeiro, indicavam que o número de mortos já ultrapassava 30 mil.

Reportagens mencionam que, durante os dias mais sangrentos, autoridades de saúde disseram que o governo chegou a usar caminhões de 18 rodas em vez de ambulâncias e ficou sem sacos para cadáveres, evidenciando a dimensão da tragédia.

Reações de líderes cristãos e apelo contra o silêncio global

Líderes religiosos e artistas ligados a movimentos cristãos usaram redes sociais para repercutir o que classificam como “repressão brutal” e para repudiarem o silêncio internacional.

O teólogo Franklin Ferreira publicou em sua página no Instagram o texto, “O ESCÂNDALO DO SILÊNC0 GLOBAL”, seguido de: “Em apenas 150 horas, o número de manifestantes corajosos do Irã massacrados pelo seu próprio regime monstruoso já ultrapassa o número de judeus mortos por muçulmanos ao longo de 150 anos.” Ele acrescentou, “Pensar que o número de 43.000 vítimas do terror iraniano hoje já é considerado abaixo da realidade é simplesmente inconcebível. E, ainda assim, o mundo permanece em silêncio.”

O cantor e missionário Sean Feucht também se manifestou, em tradução para o português, ao publicar: “POR QUE NÃO HÁ MAIS PESSOAS FALANDO SOBRE ISSO? O número de mortos no Irã já ultrapassa 40,000”. Essas vozes pedem maior atenção internacional e medidas concretas contra os responsáveis pela repressão.

Negativas oficiais, bloqueio à internet e repercussões internacionais

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, classificou a reportagem da Time como uma “grande mentira ao estilo Hitler” e afirmou nas redes sociais que a publicação tenta fingir números na mídia.

Relatos também informam que, em 8 de janeiro, o Irã impôs um bloqueio à internet e bloqueou chamadas internacionais, o que dificultou a verificação independente e a chegada de informações. Mesmo com restrições, vídeos e testemunhos sobre execuções e vítimas em massa foram publicados por ativistas e profissionais de saúde.

Até o momento, o governo iraniano reconheceu oficialmente 3.117 mortes, incluindo alguns integrantes das forças de segurança, número muito abaixo das estimativas de veículos e fontes citadas nas investigações.

As revelações ocorrem em um contexto de tensões regionais e internacionais, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabelecendo linhas vermelhas relativas à morte de manifestantes pacíficos e execuções em massa, e com o deslocamento de recursos militares americanos, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln, para a região.

Analistas e entidades religiosas afirmam que o debate sobre o massacre no Irã precisa sair das redes sociais e alcançar fóruns internacionais com capacidade de investigação e prestação de contas, para garantir proteção a civis e apurar responsabilidades de forma transparente.

Fontes: reportagens do portal Iran International e da revista Time.

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