Brasil sobe três posições e entra no top 5 mundial de consumo de pornografia, alertam especialistas sobre riscos.
Um relatório recente sobre o consumo de pornografia digital em 2025 revela um cenário surpreendente para o Brasil. O país escalou três posições e agora figura entre os cinco maiores consumidores globais, um indicativo de mudanças nos hábitos online da população.
A análise, divulgada por um portal especializado, também aponta para a presença de outros países latino-americanos no topo, como o México, que ascendeu significativamente no ranking. O estudo levanta discussões importantes sobre os efeitos da pornografia na saúde mental e o potencial de desenvolvimento de dependência.
As descobertas do relatório, que compara o consumo de pornografia com vícios em substâncias, como heroína e cocaína, devido à liberação de dopamina no cérebro, oferecem um panorama preocupante. Conforme informação divulgada pelo site que publicou o relatório, os Estados Unidos mantiveram a liderança, seguidos pelo México, Filipinas, Brasil e Alemanha.
A Pornografia e a Ciência: Uma Comparação com Drogas e Alterações Cerebrais
Estudos científicos têm comparado os efeitos da pornografia com os de substâncias psicoativas, como drogas. A **liberação intensa de dopamina** no cérebro, associada à sensação de recompensa e prazer, pode levar a alterações químicas e neurais semelhantes às observadas em dependentes químicos.
Essa superestimulação do sistema de recompensa cerebral pode reforçar o comportamento compulsivo, levando a uma verdadeira “alteração” no funcionamento do cérebro. Especialistas alertam que a linha entre o consumo recreativo e a dependência pode ser tênue, exigindo atenção e, em alguns casos, intervenção profissional.
Análise Detalhada do Ranking Global e Ascensão Brasileira
Os Estados Unidos permanecem na liderança, impulsionados por sua vasta população e histórico de acesso à plataforma. O México deu um salto notável, alcançando a segunda posição, em parte influenciado por fatores como a queda da França no ranking, devido a novas leis de verificação de idade.
As Filipinas consolidaram seu terceiro lugar, demonstrando um alto engajamento na plataforma. A ascensão do Brasil para a quarta posição é um dos destaques do relatório, indicando um aumento significativo no consumo. A Alemanha completa o top 5, seguida por França, Itália, Reino Unido e Espanha.
A França, apesar de regulamentações mais rigorosas, ainda figura entre os 10 primeiros, mas com uma queda considerável. O Reino Unido também viu seu consumo diminuir, possivelmente reflexo de novas leis de verificação. A lista dos 10 maiores consumidores globais inclui, ainda, Itália, Espanha e Canadá.
Perfil do Consumidor: Idade, Gênero e Métodos de Acesso
A faixa etária de 18 a 24 anos é a que mais consome pornografia, representando 29% dos usuários. Em seguida, vêm os de 25 a 35 anos, com 23%. Curiosamente, 7% dos usuários têm mais de 65 anos.
Globalmente, as mulheres representam 38% do tráfego nas plataformas de conteúdo adulto. Na Espanha, dados indicam que quase dois terços da população entre 15 e 64 anos já consumiram pornografia, com uma parcela significativa tendo acesso frequente.
O acesso a esse conteúdo é predominantemente feito por meio de telefones celulares, responsáveis por 87% do tráfego total. Computadores e tablets representam 11% e 2%, respectivamente, demonstrando a mobilidade e acessibilidade do conteúdo.
Debates sobre Regulação e o “Imposto do Pecado”
Diante da proliferação do consumo e de plataformas como o OnlyFans, propostas de regulação têm surgido. Nos Estados Unidos, um candidato republicano à Flórida propôs um “imposto sobre o pecado” de 50% para modelos da plataforma, com os fundos destinados à educação e saúde mental.
A proposta gerou críticas de modelos que atuam na plataforma, algumas com faturamentos milionários. O debate sobre a moralidade, os impactos sociais e a necessidade de regulamentação continua em pauta em diversos países, refletindo a complexidade do tema.
Pornografia e a Fé: Um Desafio para Cristãos
O relatório também aponta que o consumo de pornografia afeta milhões de cristãos em todo o mundo, muitos dos quais vivem uma “vida dupla”. Estima-se que 54% dos cristãos praticantes nos EUA consomem pornografia ocasionalmente, com uma parcela expressiva sentindo-se confortável com a prática.
É um equívoco comum acreditar que este é um problema exclusivo dos homens. Dados indicam que 25% das mulheres e 54% dos homens consomem pornografia, em diferentes graus de frequência e regularidade, evidenciando a universalidade do desafio.


