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sábado, 21 fevereiro 2026

Ex-premiê do Paquistão, Benazir Bhutto, lutava pela liberdade religiosa

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Numa mensagem de condolências dirigida aos familiares da ex-primeira ministra do Paquistão, Benazir Bhutto, no dia seguinte ao seu assassinato, o diretor executivo da Comissão de Liberdade Religiosa da Aliança Evangélica Mundial, o reverendo finlandês Johan Candelin, falou do respeito que a líder manifestava pela fé cristã e a defesa que fazia das minorias religiosas.

Ele disse: “depois de trabalhar com a senhora Bhutto pela democracia por vários anos, posso dizer que os efeitos de sua luta pela democracia e pelos direitos humanos no Paquistão nunca poderão ser subestimados.

Ela sempre teve grande respeito também pela fé cristã e sempre protegeu todas as minorias religiosas. Ela me disse diversas vezes que queria trabalhar por um Paquistão onde um judeu pudesse ir a sinagoga, um cristão fosse a igreja e um muçulmano à mesquita – todos sem ter medo de nada”.

A Aliança Evangélica Mundial é composta de 128 alianças evangélicas nacionais. Sua visão é engrandecer o Reino de Deus fazendo discípulos de todas as nações e transformando a sociedade com a mensagem de Cristo. Quer promover a unidade, manter a identidade e ser uma voz para 420 milhões de evangélicos em todo o mundo.

A situação no Paquistão deve ser motivo especial de oração dos cristãos em todo o mundo. Demonstra essa necessidade o que disse o pesquisador e historiador do Programa de Pós-graduação em História da Universidade de Brasília (UnB), Anderson Batista, sobre recentes demonstrações de poder bélico daquele país: “O Paquistão é o único país islâmico com armas nucleares”, informou o estudioso, para, em seguida, acrescentar: “O míssil recentemente testado por eles tem alcance de 700 km e capacidade para transportar ogivas nucleares. Importante lembrar que um dos principais pontos de atrito político do país é a Cachemira, na Índia, que também possui armas atômicas. Além de passar por conflitos políticos internos, o país faz fronteira com o Afeganistão e, provavelmente, abriga parte da Al Qaeda. É uma temeridade um país com tal instabilidade possuir armas nucleares e mísseis que dão alcance a uma vasta área: China, Índia, Indochina e Afeganistão, por exemplo. A capacidade bélica do Paquistão o transformará em uma nação com vantagens nas negociações internacionais e maior autonomia política”.

Fonte: Jornal Poder

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