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segunda-feira, 16 fevereiro 2026

Delegação constata dificuldades que cristãos enfrentam no Líbano

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Uma delegação eclesiástica em visita ao Oriente Médio relatou que os cristãos no Líbano falaram das dificuldades em sobreviver em uma região instável e dominada por muçulmanos.

Líderes da Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos expressaram em um documento sua preocupação com a população cristã local, que está diminuindo, não apenas no Líbano, mas em todo o Oriente Médio.

Instabilidade, insegurança, perseguição e dificuldades econômicas são apenas alguns dos muitos fatores que levam os cristãos a deixar a região.

“Estamos cansados. Nossos jovens estão indo embora. É difícil ser cristão no Líbano”, disse à delegação um dos líderes do Sínodo Nacional Evangélico para Síria e Líbano (sínodo presbiteriano).

“Queremos que nossos filhos vivam como qualquer outra criança e oramos para que eles tenham tempo para sonhar”, compartilharam líderes cristãos locais.

A diminuição da população de cristãos no Oriente Médio e seu potencial efeito sobre a região é um assunto preocupante, não apenas para a delegação da igreja, mas para todos os especialistas em liberdade religiosa e ativistas de direitos humanos em Washington.

Durante uma visita à capital dos EUA no ano passado, um acadêmico do Oriente Médio advertiu que a perda das minorias religiosas na região poderia afetar desfavoravelmente a moderação islâmica.

Coexistência positiva

O doutor Habib Malik, professor de história e estudos culturais da Universidade Libanesa-Americana de Beirute, fundada por presbiterianos, disse que os cristãos dão uma “dimensão de universalidade e abertura para outras culturas” que ajudam os muçulmanos da região a se tornarem mais receptivos aos que são diferentes deles mesmos.

Por exemplo, crenças cristãs como o respeito pelos direitos das mulheres, a aceitação do pluralismo religioso, a rejeição a atentados suicidas e dominação religiosa podem facilitar a moderação islâmica quando os dois grupos coexistem na região.

“Existe uma nova geração de muçulmanos que surgiu após essa interação com uma comunidade local não-muçulmana despreocupada, segura e estável”, disse Malik em uma palestra em novembro último.

Preservar uma população cristã no Oriente Médio também é importante para mediar as idéias ocidentais na região e para apoiar uma população para a qual a comunidade internacional pode pedir por um tratamento recíproco, assim como os muçulmanos recebem em seus países.

“A presença vibrante do testemunho cristão corre risco”, afirmou a delegação no documento.

Membros da delegação, entretanto, concluíram com uma mensagem de esperança inspirada por líderes cristãos locais que “mantêm a esperança onde há muito desespero”.

A delegação irá visitar Israel e se reunir com líderes religiosos cristãos e judeus.

Fonte: Portas Aberta

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